terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fabrício Carpinejar


“Quero uma mulher perdigueira, possessiva, que me ligue a cada quinze minutos para contar uma ideia ou uma nova invenção para salvar as finanças, quero uma mulher que ame meus amigos e odeie qualquer amiga que se aproxime. Que arda de ciúme imaginário para prevenir o que nem aconteceu. Que seja escandalosa na briga e me amaldiçoe se abandoná-la. Que faça trabalhos em terreiro para me assustar e me banhe de noite com o sal grosso de sua nudez. Que feche meu corpo quando sair de casa, que descosture meu corpo quando voltar. Que brigue pelo meu excesso de compromissos, que me fale barbaridades sob pressão e ternuras delicadíssimas ao despertar. Que peça desculpa depois do desespero e me beije chorando. A mulher que ninguém quer eu quero. Contraditória, incoerente, descabida. Que me envergonhe para respeitá-la. Que me reconheça para nos fortalecer.
O premiadíssimo Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS, além de coordenador e professor do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos. Filho do casal de poetas Maria Carpi e Carlos Nejar, nasceu na cidade gaúcha de Caxias do Sul em 1972.
Obras:
Caixa de sapatos, As Solas do sol, Diário de um apaixonado, Filhote de cruz credo, Canalha!, Mulher perdigueira, entre outros. Carpinejar já ganhou 17 prêmios, dentre eles o Jabuti e alguns internacionais.


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Capas
 Livro publicado pela Editora Alcance - Porto Alegre[RS]

Contato:
[41] 3076-7631

5 comentários:

Margarete Solange disse...

Olá, Netto do Picinez.
Retribuindo a visita, passeei pelo seu blog apreciando sua arte: bastante interessante, parabéns pelo talento e excelência de seu trabalho.

Tais Luso disse...

Que talento!!! Não vi igual. Um dia vou roubar alguma, com os devidos créditos, é claro.
abraços.
tais luso

zépindoba de campo maior pi disse...

Essa mulher existe e por aqui tem um exemplar que me aparece de vez em quando aqui em casa...

Netto, de Deus disse...

Taís e Margareth, usem, só não esqueçam da minha "caloi"! estou falando sobre a possibilidade desse artista que vos bloga ser contemplado com alguma de criação e arte de capas de livros ou ilustrações.
Dizem que artista não trabalha, se diverte.
Pois deixa eu ir à minha minha prazerosa luta!
Valeu, amigas!

tania melo disse...

Eu tive a grande satisfação de receber um e-mail trazendo o blog do Picinez.Foi assim que o conheci, no momento exato em que precisava de alguém nesta área. Um talento que se destaca dentre tantos outros que, sem puxasaquismo, não chegam nem perto na arte da caricatura. É perfeito o traBalho.
Ao confeccionar a capa do MENINO DAS SAMAÚMAS, de Alberto Cohen, deu, mais uma vez, mostras de tudo isso.
Juntando a capa feita pelo Picinez ao livro que está para preencher esta capa, com o talento do escritor Paraense,teremos, com toda a certeza, uma verdadeira obra de arte, de capa a capa.
Um espetáculo que não pode ser perdido.

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