terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

James Joyce - "Ulisses"


por Pedro Luso de Carvalho        
        
        James Augustine Aloysius Joyce nasceu a 2 de fevereiro de 1882, em Dublin, Irlanda, e morreu no dia 13 de janeiro de 1941, em Zurique, Suíça. As principais obras de James Joyce são: Stephen Hero, escrito nos anos de 1904-1906, cuja publicação deu-se somente em 1944, após a morte do escritor; Retrato de um artista quando jovem (1916),Ulisses (1920), Finnegans Wake (1939); Dublinenses, livro de contos (1914); Exilados, peça de teatro (1918); Giacomo Joyce, obra poética (1907), publicada em 1968; Música de câmara, poesia (1907), Um tostão poesia (1927).
Em Ulisses, Joyce relata um dia na vida de Leonard Bloom, filho de um judeu húngaro, em Dublin. Para escrever esse romance Joyce inspirou-se em Odisséia, poema épico de Homero. No meio dessa narrativa Joyce utiliza o que de melhor conhece na arte de escrever, “do fluxo de consciencia ao pastiche, e faz paródias com tudo que encontra pela frente, dos romances populares à poesia heróica irlandesa. O romance foi criticado pelo excesso de virtuosismo. Mas quando entre as imitações de uma obra aparecem criações literárias tão importantes quanto Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, Terra desolada, de T.S. Eliot, por exemplo, tais críticas demonstram ser, de certa forma , academicos. Mesmo os detratores do romance precisam reconhecer que existem poucas obras de literatura inglesa, à exceção daquelas de William Shakespeare, cuja repercussão tenha sido mais significativa e duradoura”. (in Grandes Escritores, editor geral Julian Patrick).   


No seu Ulisses, que foi lançado em Paris, no ano de 1922, livro de quase mil páginas, James Joyce conta, no espaço de 24 horas do dia 16 de junho de 1904, a história de Leopold Bloom, um homem comum, de meia-idade, que trabalha em Dublin, na Irlanda, como agente publicitário. O romance, que foi inspirado na Odisséia de Homero, foi recebido pela crítica como inovador nesse genero da literatura. E custou a Joyce um longo e esmerado trabalho, que levou quase oito anos para que estivesse acabado de forma definitiva. Nos Estados Unidos, a distribuição da obra chegou a ser proibida pela Corte Suprema, que entendia tratar-se de um romance imoral e obsceno.

No Brasil , no ano de 1960, o livro de Joyce, Ulisses, foi traduzido por Antônio Houaiss, membro da Academia Brasileira de Letras. Anos mais tarde, cerca de quatro décadas, nova tradução de Ulisses foi feita para o português, desta vez, pela professora Bernardina da Silveira Pinheiro.

Como nos ateremos, nesta postagem, a determinado trecho de um importante ensaio de Edmund Wilson sobre a obra de James Joyce, entendo ser importante falar um pouco sobre esse culto e inteligente escritor norte-americano, que era movido pela paixão do sentido: o mundo a política, a América, a literatura, Joyce, Henri James, Proust, as mulheres, como elaboração intelectual, como expressão literária e cultural. Wilson “foi simbolo de um mundo de graça, como diz Gore Vidal, na qual a literatura era talvez a maior atração”.
Ulisses foi publicado em Paris em 1922; nove anos depois, 1931, Edmund Wilson publica, nos Estados Unidos, Axel's Castle, quando ainda estava proibida a publicação da obra de Joyce (Ulisses), proibição essa que somente foi suspensa no final de 1933, mediante sentença judicial, na qual o juiz diz, na sua decisão, que o livro, embora “um tanto emético” não é “afrodisíaco”.
ENSAIOS DE BORGES E WILSON SOBRE ULISSES 

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