domingo, 26 de agosto de 2012

NOAM CHOMSKY - A política na cabeça do revolucionário linguista americano.


NOAM CHOMSKY (1928) é professor e ativista político norte-americano. Tornou-se conhecido por suas críticas contra a política externa americana. É professor do Massachusetts Institute of Technology. Desenvolveu uma teoria que revolucionou o estudo da linguística.
NUNCA FOI MARXISTA, muito menos leninista: ele sabia que havia brutalidade também do lado soviético. Desenvolveu ainda um senso agudo de leitor: para ele, pensadores marxistas como o húngaro Georg Lukács (1885-1971) não lhe soavam profundos, mas confusos. A clareza e a simplicidade de Noam Chomsky lhe parecem marcas essenciais das grandes idéias. Daí sua admiração por Dwight MacDonald, o ficcionista inglês George Orwell (1903-1950), e Bertrand Russell (1872-1970).
Para ele, CAPITALISMO É UM MERCANTILISMO CORPORATIVO , CONTROLADO POR EMPRESAS AJUSTADAS COM GOVERNOS, que sempre intervêm a favor do capital, apesar da fantasia do livre mercado (inexistente, diz ele, nos Estados Unidos e em toda parte), e que exercem controle sobre a economia, a política, a sociedade e a cultura. Seu inimigo é o poder do capital e do Estado. Para ele, “OS INDIVÍDUOS É QUE DEVEM SER A MEDIDA DAS COISAS”.


Conferenciando para centenas de jovens na Austrália, metendo o bedelho nas crises do Oriente Médio ou escrevendo um artigo de linguística, aí está Avram NOAM CHOMSKY, temperamento eremita, que preferiria ficar quieto em seu canto, mas vive militando pelo mundo, denunciando o poder e espalhando solidariedade.

Sobre a responsabilidade dos Intelectuais, Chomsky lembra que, 20 anos antes, lera um texto decisivo em sua formação, de Dwight MacDonald (1906-1982), jornalista de esquerda que formulava perguntas como: “Até que ponto os britânicos e americanos somos responsáveis pelos aterrorizantes bombardeios sobre civis, executados como uma simples técnica por nossas democracias ocidentais culminando em Hiroshima e Nagasaki, certamente um dos mais indizíveis crimes da história?”.
Foi com essa inspiração que Chomsky construiu o que, para ele, era a tarefa central dos intelectuais: “Os intelectuais têm condições de denunciar as mentiras dos governos e de analisar suas ações, suas causas e suas intenções escondidas. É responsabilidade dos intelectuais dizer a verdade e denunciar as mentiras”. Era o ano de 1967, e os Estados Unidos estavam em guerra com o Vietnã.
Politicamente, Chomsky se define como anarquista. Mas ele tem uma visão própria do termo. Para ele, anarquismo é a convicção de que a obrigação de se explicar é sempre da autoridade, e que esta deve ser destituída caso não consiga fazê-lo. Trata-se de posição não ortodoxa, não partidária e certamente anticomunista, mas pela esquerda.

FONTE: Pesquisas sobre Chomsky na internet. 

FRASES DE NOAM CHOMSKY

UMA SUPER ENTREVISTA COM PERGUNTAS DE RENOMADOS ARTISTAS E JORNALISTAS INTERNACIONAIS COM NOAM CHOMSK

Um comentário:

Pedra do Sertão disse...

Estou lendo um interessante livro de Augusto Ponzio que faz alguns comentários sobre Chomsky, "Encontros de Palavras". Chomski - como esse revolucionário - ainda é um mistério para mim...

Abraço do Pedra do Sertão

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